Garotos também choram
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Quem sou eu? Bem, clique aqui

Vivendo e aprendendo, chorando e superando. Crescer e esquecer o passado. Viver sem pensar no amanhã, não confiar muito nas pessoas e não se entregar tanto à um amor. Sou assim agora, desde que um certo alguém me deixou. Bonito texto, né? Pena que não é verdade, eu posso viver e aprender, chorar e superar, mas jamais esqueço o passado (não que eu lembre com exatidão de detalhes grandes eventos, mas de qualquer forma...) e, por mais que eu tente, eu nunca consigo viver sem pensar no amanhã, meu amanhã não se trata do dia seguinte e sim do ano que vem e do próximo e do próximo. Eu deveria parar com isso, mas eu não consigo. Fazer o quê? Isso faz parte de mim, faz parte do meu ser. E continuo confiando nas pessoas, claro que sou seletivo e não confio em qualquer um, mas confio e sempre me entrego à um amor e busco dar o melhor de mim da forma que sou. A vida nós ensina a sermos fortes... É... Espero que gostem do meu Tumblr. ___________________________________ Meus melhores textos aqui (CLICA!) ___________________________________ Skype/MSN: garotostambemchoram@hotmail.com ___________________________________

Posted 2 weeks ago with 203,762 notes
originally blazeberg

Emanuele

E aquele dia eu percebi
O quão triste seria
Aquela casa vazia
Sem ela rindo por aqui

Ouvi no meu coração
O silêncio que ecoaria
Gritando noite e dia
Ao lado do meu colchão

Os brinquedos no chão
Olhos apagados, sem vida
Brilho ofuscado, tempo esgotado

As fotos nos quadros
Dias felizes, sem matrizes
Saudades, não há reprise
Dos momentos registrados

Quando a mandei se calar
Pedindo para ela sair
Dizendo para me ouvir
Mas qualquer um me ouve gritar

A cabeça: uma confusão
Estresse mal-direcionado
Poderia ter sido evitado

Joelho ralado,
Coração machucado
A dor vai sarar,
Quando você cai
Não lhe ensinam a levantar

Joelho ralado,
Coração machucado,
Tudo no passado,
Tempo esgotado

Felizmente não para mim
Farei o meu melhor
Antes que chegue… o fim


[…] Então eu finalmente decidi falar com ela. Ela percebeu que eu me aproximava, afinal, havia reparado que eu já a olhava há algum tempo. Eu disse:
- Oi, você se chama Marina, não é? - com a maior cara de pau que eu pudia ter.
- … Sim… - respondeu ela com aquele olhar feito de uma mistura de dúvida e espanto que todos fazemos quando alguém que não conhecemos, ou não lembramos de conhecer, nos aborda chamando por nosso nome. Em nossa cabeça só conseguimos pensar: “Quem é essa pessoa? Como sabe meu nome? Eu a conheço?” e junto com esses pensamentos tentamos encontrar alguma memória que nos traga alguma conexão com ela, nem que seja só de passagem, como conversas em roda com amigos e seus outros amigos em comum. Mas claro, quando não conhecemos a pessoa, nunca vem nada.
Eu continuei:
- Eu me chamo Ícaro. - eu parei esperando a pergunta obvia:
- Desculpa, de onde nos conhecemos? Não me lembro de você. -disse ela.
- Isso é porque não se pode lembrar de alguém que não se conhece… Nós não nos conhecemos.
- Então como sabe meu nome? - ela continuava com o mesmo olhar.
- Bem, eu ouvi algumas amigas lhe chamarem um outro dia… Eu poderia ter chegado aqui e fingido que não sabia, mas não acho necessário. Afinal, se já sei seu nome, para que perguntar?
- Para se apresentar depois?
- Eu posso me apresentar sem saber seu nome. A questão é que eu não gosto de me fazer de bobo.
- Certo… e por que veio falar comigo? - agora ela me olhava como se eu fosse de outro planeta.
- É porque eu acho você muito bonita. Dai eu prefiro ser mais objetivo do que chegar aqui e iniciar uma conversa banal e não tocar no ponto que quero e ficar arrastando isso.
- Obrigada, mas como assim?
- Sabe, chegar e dizer: “Oi, tudo bem?”, sem realmente me importar com a resposta somente para perguntar seu nome depois, mesmo já sabendo, e dizer o meu e então fazer perguntas do tipo “o que você gosta de fazer?” e ficar nisso sem nunca dizer o que eu quero dizer.
- Entendi. Bom, então… sobre o que quer falar?
- Eu quero saber como você está.
- Oras, mas você acabou de dizer que não se importaria com a resposta. - ela me olhou com uma cara do tipo: “você é louco?”
- Agora é diferente, eu já cheguei onde eu queria chegar, então todas as coisas a partir daqui são relevantes. Seriam irrelevantes se eu começasse uma conversa assim, sendo que minha intenção não era saber como você está e sim dizer o quanto acho você bonita
- Então tá. Já que é assim, eu estou bem. E você?
- Eu vou muito bem. O que você gosta de fazer?
- Mas você é muito contraditório mesmo, hein. - novamente me olhando como se eu fosse louco, talvez eu seja.
- Eu já lhe expliquei…
- Olha, deixe isso de lado. Você se interessou por mim só por me achar bonita? - perguntou me acusando.
- Sem te conhecer pelo o que mais eu poderia me interessar? Se fosse pelas roupas eu já teria perguntado algo sobre elas.
- Então você é do tipo que se deixa levar somente pelas aparências? - continuava o interrogatório de acusação.
- Não. - respondi tentando escapar.
- Então o quê? - ela me olhava esperando que eu respondesse, mesmo sabendo que tinha me atingido, como um xeque no xadrez, ela esperava uma reação para fazer uma nova jogada ofensiva. Eu sabia que não era só a aparência dela que me chamou a atenção, até porque isso não é tão relevante, mas eu não sabia como explicar. Levei longos 5 segundos até responder:
- Bem, quando vejo alguém que me interessa, geralmente é sempre o olhar primeiro e como ele se harmoniza com o resto do rosto… Depois vem o sorriso, isso se a pessoa estiver sorrindo, porque as vezes ela pode estar triste ou pensativa. Mas o sorriso tem de estar acompanhado do olhar, somente o sorriso não diz muita coisa, sorrisos mentem, olhares não. Dai vem o restante: o cabelo, as roupas, o corpo, a postura… - eu fiquei quieto esperando ela falar; ela ficou me olhando enquanto assimilava o que acabara de ouvir e formulava sua próxima fala.
- Nossa… mas quer dizer que você sempre aborda as pessoas assim?
- Na verdade não, nunca tive coragem… Mas com você foi diferente.
- Por quê? - perguntou curiosa.
- Porque eu notei que você retribuia meu olhar de forma convidativa.
- … Você sempre analisa as pessoas assim?
- Às vezes, de uma forma geral… mas enfim, o que gosta de fazer? […]

Eu pedi que você me ajudasse, mas eu não precisava de ajuda. Na verdade eu só queria sua companhia.

Posted 3 weeks ago with 2 notes

O tempo encarregou-se de guardar você no fundo de uma caixinha em minha mente chamada de memórias.
O tempo encarregou-se de guardar você no fundo de uma grande caixa na vida chamada de histórias
O tempo encarregou-se de guardar você bem distante no passado
O tempo encarregou-se de tantas coisas que a ele sou muito grato. […]

Posted 3 weeks ago with 1 note


Posted 3 weeks ago with 11,037 notes
originally likeaheroin

When you go… would you have the guts to say:
‘I don’t love you… like I loved you…
Yesterday…’?
My Chemical Romance

#asamy  
Eu confio em você, mas não confio nas outras pessoas em quem você confia.

Posted 3 weeks ago with 1 note


Posted 3 weeks ago with 174,049 notes
originally xenomorph-queen

[…] Eu fui com os dois para a casa dele e então subimos para o seu quarto para conferir uma bateria que eu pretendia comprar e ela estava lá, a namorada dele. Ela me lembra você; não só pelo nome, até porque a grafia é diferente; não só por causa da cor da pele, até porque ela é um tanto mais clara; nem muito menos pela altura, você é mais alta… Mas ela usava um de seus perfumes e isso bastava para me machucar. Enquanto ele tirava as peças de cima do guarda-roupa e eu as pegava, batia com uma baqueta para testar o som e as colocava em cima da cama de casal do quarto dele, era inevitável não pensar em nós dois com aquele perfume no ar. Tudo que eu queria era ir embora, ir para longe daquele perfume, para longe de qualquer coisa que me lembrasse de você […]